A maior mudança no sistema de impostos do Brasil já começou. Mesmo assim, boa parte das empresas ainda não tirou o assunto do papel.
Um levantamento recente mostrou que 40% das companhias nem iniciaram o mapeamento dos impactos. Esse atraso pode custar caro nos primeiros anos da transição.
Neste texto, você vai entender o que a pesquisa revela. Também vai ver o que muda com a reforma tributária e quais passos dar agora.
O que o levantamento revela sobre as empresas
A pesquisa que deu origem a esse número se chama Panorama do Contas a Pagar 2026. Ela ouviu mais de 400 profissionais de empresas de portes diferentes.
O resultado acendeu um alerta no mercado. Enquanto 25% das empresas planejam ajustes, apenas 38% começaram, de fato, a análise dos impactos.
O recorte por porte revela um abismo. As grandes empresas saíram na frente, com 85% acompanhando notas técnicas e 75% revisando sistemas.
Já entre as pequenas e médias o quadro preocupa. Cerca de 60% delas admitem não ter iniciado nenhuma preparação para a transição.
Esse descompasso aparece com clareza nas reportagens que cobriram o estudo, como a da CartaCapital sobre os 40% que não começaram. A InfoMoney destacou que mais de 60% sequer mediram o impacto.
A Agência Brasil chegou a números parecidos em outro estudo, quando mostrou que muitas empresas seguem sem um plano estruturado. O TI Inside também detalhou o levantamento que mediu esse atraso.
O Seu Dinheiro mostrou que a reforma ainda é um mistério para boa parte das PMEs. O recado é simples: a maioria ainda olha para o problema de longe.
O que muda com o IBS e a CBS a partir de 2026
A reforma nasceu da Emenda Constitucional nº132, de 2023, e ganhou regras com a Lei Complementar nº 214, de 2025. O texto completo está no portal do Planalto.
O coração da mudança é a substituição de vários tributos por dois novos. O PIS, a COFINS, o IPI, o ICMS e o ISS dão lugar a dois tributos, o IBS e a CBS.
O IBS fica com estados e municípios, enquanto a CBS fica com a União. Juntos, eles formam o Imposto sobre Valor Agregado (IVA), modelo parecido com o usado em vários países.
A transição é gradual e não acontece de uma vez. Em 2026, começa a fase de testes, com alíquotas pequenas para que os sistemas sejam ajustados.
Nos anos seguintes, o modelo antigo perde força até desaparecer. A previsão é que a virada complete o ciclo em 2033.
Outra novidade é o split payment (pagamento dividido). Nele, o imposto vai direto para o governo no momento da transação, o que muda a dinâmica do fluxo de caixa de quem vende.
Por que deixar para depois custa caro
Adiar a adaptação parece economia, mas costuma ser prejudicial. Quem espera a última hora perde tempo de planejamento e paga mais por socorro externo.
A nova lógica de créditos e débitos não combina com controle manual. Empresas que ainda anotam tudo no caderno terão as maiores dores de cabeça.
O split payment afeta diretamente a liquidez do negócio. Sem preparo, a empresa pode sentir o caixa apertar logo nos primeiros meses.
Existe também o risco de erro na apuração. Uma conta errada vira autuação, e a multa apaga qualquer economia feita com a demora.
A precificação entra na mesma conta. Quem não recalcula preços pode vender no prejuízo sem perceber a real mudança na carga tributária.
Tratamos dessa preparação em detalhes no nosso artigo sobre planejamento tributário em tempos de reforma. O texto sobre como a reforma impacta o profissional PJ também ajuda quem atua sozinho.
Primeiros passos para se adaptar agora
O primeiro passo é simples: fazer um diagnóstico da situação atual. Revise o seu regime tributário e entenda como os impostos incidem atualmente.
O segundo passo é mapear fornecedores e clientes. A reforma valoriza o crédito ao longo de toda a cadeia, então saber com quem você negocia faz diferença.
O terceiro passo é simular cenários. Calcular como os preços e as margens reagem diante do novo modelo evita surpresas no caixa.
O quarto passo é revisar sistemas e processos. Notas fiscais, controles e equipes precisam estar prontos para a convivência entre os dois modelos.
O quinto passo é acompanhar a regulamentação de perto. Reunimos as novidades no Guia de atualizações legislativas e tributárias.
O sexto passo é manter a contabilidade organizada desde já. A entrega correta de obrigações, como a ECD, continua valendo e é tema do nosso texto sobre o prazo da ECD 2026.
O contador como aliado na transição
Nenhuma empresa precisa enfrentar a reforma sozinha. O contador é quem traduz as novas siglas em decisões práticas para o seu negócio.
Esse apoio começa pelo enquadramento. Um bom profissional avalia se o seu regime ainda faz sentido diante das novas regras.
Ele também organiza a parte burocrática que assusta tanta gente. A contabilidade jurídica e fiscal bem-feita protege o patrimônio dos sócios, assunto que detalhamos no artigo A importância da contabilidade jurídica.
A terceirização da rotina financeira libera o empresário para focar na estratégia. Mostramos esse ganho no texto sobre BPO financeiro para empresas do Rio.
Quem cresceu e precisa de mais estrutura também conta com orientação. O acompanhamento certo evita problemas, como vemos em Quando o seu negócio precisa virar ME.
Se o seu escritório atual não fala sobre a reforma com você, é um mau sinal. Vale conferir os Cinco sinais de que é hora de trocar de contador.
A Canella & Santos prepara a sua empresa para a reforma
Vimos que 40% das empresas ainda não começaram a se adaptar à reforma tributária. Esperar a última hora aumenta o custo e o risco de erro na apuração.
A troca dos tributos antigos pelo IBS e pela CBS já entrou em fase de testes em 2026. Diagnóstico, simulação e sistemas prontos são o caminho seguro para a transição.
A Canella & Santos acompanha cada etapa dessa mudança com a sua empresa. Nossa equipe revisa o regime, simula cenários e organiza a rotina nos serviços contábeis.
Não deixe sua empresa no grupo dos atrasados. Fale com a Canella & Santos pelo nosso canal de contato e comece a adaptação à reforma com tempo de sobra.
