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PIS e Cofins para postos de combustíveis: evite a bitributação

PIS e Cofins: saiba como evitar a bitributação de combustíveis

Administrar um posto de combustíveis é um negócio de alta competitividade e margens de lucro apertadas. Em um cenário como este, a gestão fiscal eficiente não é um luxo, mas uma necessidade absoluta para a sobrevivência e o sucesso do empreendimento. Dentre todos os desafios tributários, a apuração do PIS e da Cofins é a mais crítica.

O regime de tributação para combustíveis é complexo, e um erro comum pode levar muitos postos a pagar esses impostos duas vezes sobre o mesmo produto. Essa bitributação, muitas vezes silenciosa, corrói o lucro do negócio de forma contínua. Ela pode ocorrer devido a desconhecimento ou falhas na parametrização dos sistemas de gestão.

A boa notícia é que esse problema pode ser evitado e, em muitos casos, os valores pagos indevidamente podem ser recuperados. Vamos entender melhor!

O que é o regime monofásico de PIS e Cofins?

Para entender como evitar a bitributação, o primeiro passo é compreender o conceito do regime monofásico. A palavra “monofásico” significa “uma única fase”. Nesse sistema, o governo concentra a cobrança do PIS e da Cofins em um único ponto da cadeia produtiva: na indústria (refinaria) ou no importador.

Nessa primeira fase, a alíquota de ambos aplicada é muito maior do que a normal. Essa cobrança “antecipada” e com alíquota majorada serve para desonerar as fases seguintes da cadeia de comercialização. Ou seja, o distribuidor e o varejista (o posto de combustível) não precisam pagar PIS e Cofins novamente sobre a revenda desses produtos.

Para o posto de combustível, isso significa que a venda de gasolina, etanol, diesel e outros produtos sob o regime monofásico deve ser tributada à alíquota zero. A responsabilidade pelo imposto já foi cumprida lá no início da cadeia. O papel do posto é apenas o de revender o produto ao consumidor final.

Esse mecanismo foi criado para simplificar a fiscalização de setores com muitos pontos de venda, como o de combustíveis. No entanto, essa aparente simplicidade esconde uma armadilha. Se a contabilidade ou o sistema do posto não estiverem preparados para essa regra, o risco de pagar o imposto novamente é enorme.

Portanto, a regra de ouro para a gestão fiscal de um posto é: a receita da venda de combustíveis sujeitos ao regime monofásico não deve compor a base de cálculo para o PIS e a Cofins no momento da apuração do seu imposto mensal.

A importância da segregação de receitas

A solução para evitar a bitributação e garantir a apuração correta dos impostos é a segregação de receitas. Este é o procedimento técnico de separar, na contabilidade e no sistema, as receitas de acordo com sua natureza tributária. É a tarefa mais importante da contabilidade de um posto.

A receita da venda de produtos sujeitos ao regime monofásico (gasolina, diesel, GLP etc.) deve ser registrada em uma conta separada. Da mesma forma, a receita da venda de produtos da loja de conveniência, de lubrificantes ou de serviços de lavagem, que possuem tributação normal, deve ser registrada em outra conta.

Essa separação clara permite que, no momento da apuração mensal, o sistema contábil aplique a alíquota correta para cada tipo de receita. 

Para as receitas monofásicas, a alíquota de PIS/Cofins aplicada será zero. Para as demais receitas, serão aplicadas as alíquotas correspondentes ao regime tributário da empresa (Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real).

Essa prática deve ser uma rotina mensal rigorosa. Ela exige que o cadastro de produtos do posto esteja perfeitamente atualizado com a classificação fiscal correta de cada item. Um novo produto na loja de conveniência, por exemplo, precisa ser cadastrado com seu regime tributário específico.

Uma contabilidade especializada em postos de combustíveis já possui essa expertise. Ela sabe como parametrizar os sistemas, como realizar a segregação de receitas e como manter o cadastro de produtos em conformidade. Essa especialização é a garantia de que o posto não pagará um centavo de imposto a mais do que o devido.

Não deixe seu lucro evaporar na bomba

A gestão de um posto de combustíveis exige atenção constante aos detalhes, e a área fiscal é, sem dúvida, a mais crítica para a rentabilidade. O regime monofásico de PIS e Cofins, embora criado para simplificar, pode se tornar uma armadilha cara se não for tratado com o conhecimento técnico necessário.

Garantir que seu sistema esteja corretamente parametrizado e que a segregação de receitas seja feita de forma rigorosa é o único caminho para evitar a bitributação. 

Proteger sua margem de lucro significa, antes de tudo, proteger sua empresa de pagamentos de impostos indevidos.

Além de estancar o prejuízo presente, uma revisão fiscal pode revelar um tesouro escondido: o direito de recuperar os impostos pagos em duplicidade nos últimos cinco anos. Esse processo, quando conduzido por especialistas, pode trazer um fôlego financeiro inesperado para o seu negócio.

Não presuma que sua apuração fiscal está correta. A complexidade do setor exige uma validação por quem realmente entende do assunto.

Sua empresa pode estar pagando PIS e Cofins em duplicidade neste exato momento. Nossos especialistas em contabilidade para postos de combustíveis podem realizar um diagnóstico fiscal completo para identificar erros e oportunidades de recuperação de impostos. 

Fale com a Canella & Santos e tenha a certeza de que seu lucro está protegido.

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