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Aumento Da Fiscalização Eletrônica: O Monitoramento Em Tempo Real

Aumento da fiscalização eletrônica: o monitoramento em tempo real

A administração tributária brasileira atingiu um nível de maturidade tecnológica que permite o monitoramento das atividades empresariais em tempo real. Em 2026, o uso de Inteligência Artificial (IA) e big data pela Receita Federal deve ser intensificado, visando à detecção imediata de inconsistências.

O modelo de fiscalização reativa, que analisava fatos ocorridos anos atrás, foi substituído pelo modelo preventivo e autorregularizador. O contribuinte é notificado da divergência poucos dias após o fato gerador, antes mesmo de enviar a declaração anual.

O cruzamento de dados abrange múltiplas fontes: movimentação bancária, notas fiscais, cartões de crédito, criptoativos e registros imobiliários. A integração entre os fiscos federal, estadual e municipal fecha as brechas para a evasão fiscal.

Empresas que não adaptarem seus processos de compliance enfrentarão bloqueios operacionais automáticos, como a suspensão da inscrição estadual ou a retenção de repasses financeiros. Entenda mais a seguir!

Rastreabilidade do Pix e e-Financeira

O Pix consolidou-se como o meio de pagamento mais utilizado no país, e a tendência é que sua rastreabilidade se torne total. A ideia é que os estados troquem informações sobre transações via Pix com a Receita Federal.

A e-Financeira é a obrigação acessória que obriga as instituições financeiras a reportarem a movimentação global das empresas. O fisco cruza o montante recebido na conta bancária com o faturamento declarado nas notas fiscais.

Divergências aritméticas geram malha fina automática. Se a empresa recebeu R$ 1 milhão no banco e declarou R$ 500 mil em notas, a notificação para explicação deve ser gerada pelo sistema.

A prática de receber vendas na conta de pessoa física (PF) dos sócios pode ser facilmente detectada. O cruzamento do CPF do sócio com a atividade econômica da empresa caracteriza confusão patrimonial e omissão de receitas.

Para varejistas, a conciliação diária entre recebimentos e emissão de notas é obrigatória. 

Saiba mais: consulte as normas do Banco Central.

Criptoativos e ativos digitais

O mercado de criptoativos está sob regulação estrita. A Instrução Normativa n. 1.888 já obriga as exchanges (corretoras) nacionais a reportarem todas as operações dos usuários.

Em 2026, a fiscalização se estende para operações em exchanges estrangeiras e carteiras privadas (wallets), através de acordos internacionais de troca de informações (CRS – Common Reporting Standard).

Empresas que recebem pagamentos em criptomoedas (como USDT ou bitcoin) devem registrar a operação contabilmente e emitir a nota fiscal correspondente em reais. A conversão deve seguir as regras de ganho de capital.

A omissão dessas operações pode configurar evasão de divisas e crime contra o sistema financeiro, além da sonegação fiscal. A tecnologia blockchain, que garante a segurança da cripto, também garante o rastro eterno da transação.

A Canella & Santos orienta sobre a declaração correta desses ativos. Veja também as regras no portal da Receita Federal.

Domicílio Eletrônico Trabalhista (DET) e e-Social

A fiscalização do trabalho também migrou para o ambiente digital. O DET (Domicílio Eletrônico Trabalhista) é o canal oficial de comunicação, substituindo as visitas presenciais dos auditores e as cartas físicas.

O e-Social fornece a base de dados para a fiscalização. O sistema cruza automaticamente as informações de jornada, remuneração, férias, e saúde e segurança do trabalho (SST).

Inconsistências como o não pagamento de adicionais de periculosidade ou a falta de exames médicos periódicos são identificadas por algoritmos. A autuação é lavrada eletronicamente e enviada para o DET da empresa.

O monitoramento do FGTS Digital garante que os recolhimentos sejam feitos pontualmente via Pix. Atrasos impedem a emissão imediata do Certificado de Regularidade do FGTS (CRF). 

Nossa equipe de departamento pessoal realiza auditorias preventivas no e-Social. 

Saiba mais: acesse o DET e conheça mais.

Controle de estoque via NFC-e

A Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica (NFC-e) permite que as Secretarias de Fazenda estaduais controlem o estoque das empresas remotamente. Cada venda registrada baixa um item do “estoque virtual” que o fisco mantém.

Se a empresa registra compras de mercadorias, mas não registra as vendas correspondentes (nem mantém o estoque físico), a presunção legal é de venda sem nota (omissão de saída).

O cruzamento entre o XML da nota de entrada e o da nota de saída verifica também a margem de valor agregado. Margens de lucro irreais ou negativas levantam suspeitas de subfaturamento.

Para e-commerces e lojas físicas, a integridade do inventário é crucial. Diferenças entre o físico e o contábil são passivos tributários latentes. 

Saiba mais: confira o portal da Nota Fiscal Eletrônica.

Conformidade como estratégia

O aumento da fiscalização eletrônica elimina o espaço para o amadorismo fiscal. Tentar operar à margem do sistema neste ano é um risco incalculável, dadas as multas punitivas.

A conformidade tributária e trabalhista deve ser vista como parte da estratégia de sustentabilidade do negócio. A transparência dos dados é a melhor defesa contra autuações.

Sua empresa está segura contra o cruzamento de dados? Agende um diagnóstico de compliance com a Canella & Santos e verifique seus pontos de risco.

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